Nem meu nem Teu
Minha alma se perdeu, n'algum lugar
Os meus olhos já perderam o horizonte
Meus ouvidos, o ruído de cada raio solar
O meu corpo, a brisa que desce o monte
Os meus dedos não te seguram mais
Teu coração não me guia para o infinito
Minhas lágrimas não me deixam em paz
Tudo que é meu, procura o que é bonito
E é Só com a luz da idéia de você,
Onde nenhum bem ou mal pode ser julgado
Tudo que é, parece ser um pouco de viver
Em um lugar que você nunca se torna passado
Meu coração se perdeu, minha alma desvaneceu
E todo o meu corpo parece que se corrompeu
Me mato todos os dias na dor que não é você
Até porquê, até onde saiba, é só prazer!
E ainda no fim deste poço, tudo há de mudar!
Em um espaço que não é seu, nem meu!
Ainda contigo, meu sonho sonha em estar
Um dia em que tudo que é meu, será todo seu...
Hey, Moça!
Hey, Moça, tem algo me matando
Tá doendo e no peito apertando
Em silêncio dá até para escutar
Só não sei se vem de cá ou de lá
Mas viu? tem algo que dói aqui
Bem onde estou te apontando, vê?
Esta é dor aperta até quando ri
E só vejo o que tento lhe dizer
São tantos sentidos e nenhum só
Nem mesmo os cinco conseguem agir
Entender se é pedaço ou se é pó
Confundem-se no tudo que dói aqui
E tudo que sinto é sem razão de ser
Que não encontra palavras em papéis
Esta dor que só faz pensar em você
Passa por olhos, boca, mãos e pés
Encontrei uma dor, que não explico
É algo que nem sei como é verdade
Até que dói, mas sem ela nem vivo
Encontrei esta dor, chamada saudade
O espaço para o coração.
Sabe que é longe demais
e é longe, ainda mais!
Mais do que a geografia
É capaz de ser uma guia
Mas sempre é tão perto
Que é como tocar no teto
Mas de olhá-lo do chão
Parece ser uma missão
Ainda que até a latitude
só atrapalhe e não ajude
Sou da luxúria do lugar
Que teima em ali não estar
E se um sorriso é capaz
De mudar nossos lugares
De trazer a moça e o rapaz
Fazer de uns simples pares
E se um abraço muda o mundo
Gira e torna o sul ao norte
E sabemos bem lá no fundo
Que é um amor até a morte
E se um beijo muda o ser
Que de cá se muda para lá
E daqui se vai para ser
Bem mais do que é onde está
Meu coração se torna errante
Peregrino sem caminho
Que erra a estrada distante
E se encontra sempre sozinho
Coração que bate à porta
Que torna ao longe luar
Um guia em linhas tortas
Para quem quer se apaixonar
Coração de medidas sou
Que finge não ver o mapa
Levando e tirando com tapa
O que ele já se apaixonou
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